Gripe H1N1 recriada em laboratório a partir da gripe espanhola

Grupo de pesquisadores ressuscita vírus da gripe espanhola


Um dos maiores matadores de seres humanos da história, um vírus, foi recriado em laboratório, causando novos temores; mas os estudos feitos agora poderão impedir que uma mortandade parecida aconteça no futuro.

É impressionante, mas mesmo hoje não se sabe quantos morreram na epidemia da “gripe espanhola” logo depois da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Os números são altos e imprecisos: teriam morrido de 20 milhões a 50 milhões de pessoas –em qualquer caso, mais do que na guerra.

É bem mais fácil recriar um vírus com base em seu material genético do que um dinossauro. Tecidos humanos de vítimas da doença de 1918 foram agora usados para “ressuscitar” a gripe.

Não foi surpresa para os pesquisadores descobrir que o vírus recriado matou animais de laboratório bem mais rapidamente do que fazem os vírus de hoje.

Os estudos foram feitos com salvaguardas rígidas. Os artigos científicos descrevendo o estudo estão sendo publicados nas edições de hoje e de amanhã das duas revistas científicas multidisciplinares mais importantes do planeta, a britânica “Nature” e a norte-americana “Science”.

Os pesquisadores pertencem a várias instituições dos EUA, como os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de Atlanta, o Instituto de Patologia das Forças Armadas, de Washington, a Escola de Medicina Monte Sinai, de Nova York, e o Departamento de Agricultura.

Os vírus da gripe atacam milhões de pessoas todo ano, causando milhares de mortes. Quando linhagens mais letais surgem, podem se transformar em epidemias globais, em média uma a cada trinta anos. Foram três no século passado: a de 1918, do vírus H1N1 (a “gripe espanhola”), a de 1957, do vírus H2N2 (“gripe asiática”), e a de 1968, do vírus H3N2 (“gripe de Hong Kong”).

Um dos principais autores dos novos estudos, Jeffery Taubenberger, do Instituto de Patologia das Forças Armadas, iniciou em 1997 a decifração do código genético do vírus da gripe de 1918, com base no tecido de pulmões de vítimas da doença.

Em um artigo na edição de hoje da “Nature”, Taubenberger e colegas revelam a seqüência dos três genes que faltavam –de um total de oito– do vírus. Os que faltavam estão entre os mais importantes, pois são eles que fazem com que o vírus se reproduza dentro das células infectadas.

Os estudos sobre a composição genética do vírus de 1918 impressionam porque mostram a semelhança com os vírus que afetam aves na Ásia hoje. E se mutações não tão difíceis de acontecer criassem uma linhagem capaz não só de afetar o ser humano, como de matar rapidamente, de novo?

Os estudos agora divulgados foram além da mera descoberta, pois os genes do vírus de 1918 foram usados para recriar vírus vivos ao ser enxertados em células. O resultado foi descrito por Taubenberger e colegas em artigo na “Science”. Foi o sonho de qualquer terrorista: o vírus matou camundongos em três ou cinco dias, inflamando seus pulmões.

As pesquisas foram feitas com normas de biossegurança mais rígidas que o normal, apesar de existirem drogas antivirais eficazes contra o vírus. E as duas revistas analisaram cuidadosamente o risco de divulgar esse tipo de informação, que poderia ser um “manual” para bioterroristas.

A “Nature” e a “Science” concluíram que era melhor seguir com a publicação, pois as novas informações podem ajudar a evitar que surja, ou, pelo menos, que seja eficientemente combatida, uma epidemia global (uma “pandemia”) como a de 1918.

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Lucro$$ com a doença

GlaxoSmithKline – US$ 1,64 bilhão – 440 milhões de doses da vacina Pandemrix fabricadas

Roche responsável pelo Tamiflu – US$ 3,8 bilhões

Novartis € 816 milhões

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