UE e FMI resgatam Irlanda com 90 bilhões de euros


Socorro tem como um dos principais objetivos sanar os problemas do sistema bancário; Europa quer frear contágio a outros países

O Tigre Celta capitula diante de dívidas e de bolhas acumuladas por uma década. Pela segunda vez desde a eclosão da pior crise financeira nos últimos 70 anos, um país da zona do euro será resgatado pelo Fundo Monetário Internacional e pela União Europeia.

Ontem, o FMI e os países da UE fecharam um pacote de ajuda que poderá variar entre 80 bilhões e 90 bilhões de euros para a Irlanda. Em troca, o país adotará medidas de austeridade equivalentes ao corte de 10% de seu PIB, além da reforma dos bancos. A meta é evitar o colapso do sistema bancário irlandês, frear a contaminação dos mercados europeus e avisar que a UE não irá tolerar ter o euro atacado.

A Irlanda foi obrigada a aceitar a intervenção como uma medida para resguardar o euro. No fim de semana, conferências telefônicas se proliferaram entre as capitais da Europa, o FMI e mesmo o governo americano, que insistia por uma solução antes da abertura dos mercados hoje.

O FMI já havia sido enviado há uma semana ao país para avaliar suas contas e o tamanho dos buracos de seus bancos. A meta era evitar que o drama em relação à Grécia se repetisse. Ontem os irlandeses foram forçados a reconhecer que o problema era grande demais para ser solucionado apenas por Dublin. O pedido de dinheiro será acompanhado por cortes de gastos de 15 bilhões de euros.

Em uma reunião de emergência ontem por telefone, os ministros de Finanças da zona do euro deram o sinal verde ao pedido da Irlanda. Wolfgang Schaeuble, ministro de Finanças da Alemanha, deu o tom e indicou que o resgate não era à Irlanda, mas ao euro. “Não estamos apenas defendendo um estado membro, mas nossa moeda comum”, disse.

Na avaliação da UE, é o euro que está sob ataque e essas ofensivas ocorreram pelas brechas vulneráveis do bloco. Se há seis meses foi via Grécia que o euro foi ameaçado, agora a brecha estava na Irlanda. “A diferença agora é que a UE está plenamente equipada para dar uma resposta”, afirmou Christine Lagarde, ministra de Finanças da França.

Um default da Irlanda poderia ameaçar Espanha, Portugal e Itália. Só os bancos alemães e ingleses estão expostos ao país em mais de 250 bilhões de euros.

Fontes próximas ao processo disseram ao Estado que os valores poderiam chegar a 90 bilhões, dos quais 50 bilhões de euros iriam aos bancos. O restante seria usado para fortalecer as contas públicas, em estado crítico. Para salvar seus bancos, a Irlanda usou 30% de seu PIB nos últimos dois anos.

O cordão sanitário inclui “fundo de contingência” e seria seguido por uma reforma estrutural dos bancos. “A causa das dificuldades foi a crise no setor bancário e não podemos deixá-lo entrar em colapso”, disse o ministro das Finanças, Brian Lenihan.

O valor final do resgate dependerá da avaliação do FMI sobre o balanço de pagamentos de cada um dos bancos envolvidos e das necessidades do estado

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